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Ha um cão vadio, sujo e com fome, cuida-se deste cão e ele deixa de ser vadio, deixa de estar sujo e deixa de ter fome. | |
Um affago previo tempera as traições. | |
Demais, eu tenho algodão nos ouvidos, talvez ouvisse mal, repete o que disseste. | |
Miguel está com elle em Tormes! | |
has de casar com ella! | |
A enseada do Tejo é que verdadeiramente prendia os meus olhares, vasta, amorosa, em azul pallido, listrada de correntes, e com placas espelhadas d'agua morta. | |
Na margem de hum ribeiro, que fendia Com liquido crystal hum verde prado, O triste pastor Liso debruçado Sôbre o tronco de hum freixo assi dizia: Ah Natercia cruel! | |
Onde ha trabalho ha proletariado, seja em Paris, seja no Douro... | |
Pois se assi forem tratados Os que vos vem quando orais, Essas horas que rezais, São as horas dos finados. | |
A realidade era em alta doze. | |
Assim pereceu o paquete transatlantico _Yowa._ Para os que estão familiarisados com o mar, o seu aspecto nesses momentos é extranho; dissera-se que o mar deseja e receia o cyclone. | |
Em outros lugares havia nagua um certo luar. | |
Toda a tisnada folhagem rolava nos ventos abrasados, com rugidora restolhada. | |
Eu qu'estas cousas senti N'alma de mágoas tão cheia, Como dirá, respondi, Quem alheio está de si Doce canto em terra alheia? | |
Deitou agua no bojo e vascolejou. | |
Sobre a crosta cinzenta da Terra--uma camada de caliça, apenas mais cinzenta! | |
Do _toilette_ ia-se para a sala e para o escriptorio do Carvalhosa. | |
Que á desejada terra mais se chega. | |
Que me dizeis a Solina? | |
Vejamos com que despejo entrão na lide. | |
Gilliatt estava no quatro anno. | |
E pensar que estava acabado! | |
Para que lhe viera contar de padres babosos e varinas amancebadas? | |
Barras de nuvens tranquillas, estendiam-se ao oriente, aspectos esbatidos, de vaga melancolia contemplativa. | |
Indole molle; pouco dará. | |
Na minha immensa desconfiança d'aquellas forças universaes, pulei logo para a porta, tropeçando nas trevas, ganindo um _Aqui d'Elrei_! | |
Neste mal, que não comprendo, Que meio dais de conselho? | |
--Palavrinha, é cousa seria. | |
Mais branca que a cera da tocha que os alumiava, com a carne arrepiada ante aquele ferro que luzia, num terror supremo e que tudo aceitava, D. | |
Elle refletio amargamente que, se não fosse o cano da Durande tão fatalmente retido no casco estaria áquella hora, e desde manhã, em Guernesey, e no porto, com a _pança_ abrigada e a machina salva. | |
Até alli, o coveiro vivera sem miserias, mas, morta a mulher, descobriu-se d’onde vinham as couves e ninguem mais lh’as comprou. | |
olha-o; queres vel-o horrivel? | |
Todo o seu empenho era representar uma dona de casa; e para isso, como via a mamã fazer, era admiravel desenvolvendo preoccupações, projectos, argucias e pequenos ralhos de cozinha. | |
Mas só promessas, grande mau!—E trago de lá um soberbo braçado de rosas frescas, com muitos beijos e muitos recados para as mulherzinhas, chova ou vente, seja inverno ou seja verão. | |
Que não, que não tinha visto; mas o boieiro desconfiado foi procurando sempre, e até mesmo por debaixo dos vestidos. | |
Senhor, não; ainda está Como a sua mãe pario; E não está muito má. | |
Já nos campos de todo cessaram, Os modilhos da ingenua avesinha, Que nas moitas espessas se aninha, Presentindo a invernosa estação. | |
O que se tinha por morte, era vida; elle ia começar agora. | |
Ah falsas pretenções! | |
Porque Elisa tambêm ali ceava invisível. | |
Mas por mais que te offenda, não sou parte No crime de tamanho atrevimento: Elle he d'amor; e delle fui forçado A que te declarasse o meu cuidado. | |
Sigamos a consciencia que nos leva para lá. | |
Os rostos amados parecem preoccupados. | |
Emma, filha do coronel e zarolha, com plumachos brancos n’um chapeu de telha escarlate, volveu com mimicas fastientas que agradecia muito, mas não. | |
Haviam espessuras de espinhos, fazendo uma especie de noite suave naquella desordem de rochas e vagas; nada mais aprazivel do que aquella angra em tempo calmo, nada mais tumultuoso nas grossas aguas. | |
É um presente: meu amo não pede nada por elle. | |
Correra tudo, casas de penhores, caixas de theatro, capellistas, irmandades do Santissimo e bailes campestres. | |
De quem eu gosto é do menino. | |
--Mas se eu não tenho nenhumas, minha filha! | |
São irmãs, e co'a mesma ternura Viverão abraçadas no mundo, Num affecto sincero e profundo A suprema vontade as juntou! | |
De quanto tenho visto Ja agora não m'espanto, Que até desesperar se me defende. | |
Que desejado tormento! | |
Sabia bem quantos ficavam para sempre feridos no rastro da sua belleza e quantos desejariam apunhalar-me n’um antro, dizendo-me criminoso, porque era feliz. | |
Estando em terra, chego ao ceo voando; N'hum'hora acho mil annos, e he de geito Que em mil annos não posso achar hum'hora. | |
E o offertorio passa, a campainha do acolyto annuncia o _Sanctus_, e o sacrificio da missa principia. | |
_Voltas._ Não sei quem assella Vossa formosura; Que quem he tão dura Não póde ser bella. | |
Menina formosa, Dizei de que vem Serdes rigorosa A quem vos quer bem? | |
Mas antes que o sol dê naquella frágoa, Onde meus ais dilata a triste Ecco, Vou-me segurar mais o barco na ágoa, Porque de baixa mar não fique em sêcco. | |
Mas o merceeiro sem attender, voltava á carga, atacando, fazendo-se ouvir. | |
Atire cá a boceta de ferro. | |
A fotogravura da capa foi executada nos ateliers da ILUSTRADORA *ORPHEU* VOL. | |
Ó cofre d'indigentes cuja personalidade é a moral de todos! | |
—E eu dormir, respondi apertando as mãos á volta. | |
Tudo se ia infeccionando da lepra das cidades, não havendo barbeirola que não lêsse os jornaes e não prégasse heresias por essas vendas. | |
Guannes é sôfrego... | |
Ebeneser voltou a cabeça. | |
Aí estava o seu melodrama ou a sua farça, porque inconscientemente estabeleci-me na idea de que o _facto_, o _caso_ daquele homem, devera ser grotesco e exalar escárnio. | |
Quão mal sabe o valor de tua vista Quem cuida que o que della acaso alcança Póde achar coração que lhe resista! | |
Deitou a cabeça nas esteiras e ficou. | |
A tudo satisfaz (confesso-te isto) Huma só vista branda e amorosa De quem me captivou minha ventura. | |
Com que reconhecimento lhe sacudi a mão fina, por elle me ter reconhecido! | |
--Vamos ao Bosque, por despedida? | |
Farto, consolado, Egídio deu um suspiro, recaíu no seu leito de fôlhas sêcas. | |
Uma morgada da provincia, com creações de coelhos e magustos de bolota ás chaminés da herdade... | |
Perco tudo, nao tem que vêr.--Era a roupa branca da mulher, o seu vestidito de sahir, coitada!... | |
Com esta justa balança O Fado grande e profundo Nos refreia a esperança, Porque ninguem neste mundo Busque bem-aventurança. | |
DORIANO, amigo de Filodemo. | |
O oceano fazia parte do machinismo. | |
Que artista não é o abysmo! | |
Vês que é maior o do pequeno que o do velho, não vês? | |
Jurou-me aquella cadella De vir, pela alma que tinha; Enganou-me; tinha a minha; Deo-lhe pouco de perdella. | |
Porque vi Amphitrião Vir da nao mui apressado; E tendo corrido e andado, Não pôde achar Belferrão, Que lhe era bem escusado. | |
Entrava o primeiro quarto de lua de Maio; os dias eram longos. | |
Vejo-me só na lugubre distancia, Cadaver dos meus sonhos a boiar. | |
Senhora, não zombo, não. | |
Leocadio, se es avisado, E não te falta saber, Saber-me-has dar a entender, Quem ama desesperado, Que fim espera de haver? | |
82 "Mais se me ajunta Nicolau Coelho, De trabalhos mui grande sofredor; Ambos são de valia e de conselho, De experiência em armas e furor. | |
A sombra é um silencio: mas esse silencio diz tudo. | |
Leva-me de dor em dor, E de final em final, Cada vez para mor mal. | |
--Talvez esteja lá para baixo, para o tanque... | |
Elle então quiz olhar firme, com a coragem de um homem, mas alguma cousa estrangulou-o, e deixou escapar um soluço... | |
Os dias ajudados da ventura A cada qual de si dão desenganos, E a outros soe da-lo a desventura. | |
E OS JORNALISTAS DO _SECULO_ E DA _CAPITAL_ E DO _NOTICIAS_ E DO _PAIZ_ E DO _DIA_ E DA _NAÇÃO_ E DA _REPUBLICA_ E DA _LUCTA_ E DE TODOS, TODOS OS JORNAES! | |
das ágoas sahi fóra; E de vós ágoa saia em mal tão forte, Pois de vê-lo tambem o monte chora. | |
Dizei-me vossa tenção. | |
Quereria a vida das visinhas, agitações constantes da negociação dos corpos, que transformam a vida em sonho ou chimera. | |
Ao proferil-as, dormente O teu olhar descaíra, E em teu pallido semblante A expressão se reflectíra Dos affectos que agitavam A tua alma nesse instante. | |
Pelo céo, aquelles circuitos simulavam fortes migrações de passaros cinzentos, cerrando os seus exercitos até aos confins do horizonte. | |
E tanto mais as sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante natureza, impensante e inerte. | |
Todavia iam voltando para terra todos os pescadores. |
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