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No dia 27 de junho de 2013 foi divulgado o 2º relatório sobre a violência homofóbica no Brasil, referente ao ano de 2012, feito pela coordenação da promoção dos direitos LGBT, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
Foram 310 HOMICÍDIOS e 9.982 VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS POR HOMOFOBIA (ex: agressões físicas, violência psicológica, discriminação, etc.)
O relatório é o segundo no Brasil, o primeiro foi publicado no ano de 2012, referente aos atos de homofobia ocorridos no ano de 2011. Em relação ao 1º relatório, a denúncia aumentou em 166%, saltando de 1.159 (em 2011) para 3.084 (em 2012). As denúncias mais comuns foram, na ordem, violência psicológica, discriminação e violência física. Ainda, o número de denúncias também aumentou 46,6% em relação ao ano de 2011.
Para a confecção do relatório, são utilizadas as denúncias do disque 100 (da SDH/PR) e ligue 180 (Secretaria de políticas para mulheres) e ouvidoria do SUS.
Uma providência que foi tomada a partir dos resultados foi a obrigatoriedade de no SUS serem registrados os casos de violência por homofobia atendidos em sua rede. Nos estados de Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, a medida será válida a partir de agosto de 2013 e a partir de janeiro de 2014, ocorrerá em todos os estados do país. A proposta é cada vez mais registrar os casos de violência, possibilitando a elaboração de políticas públicas eficientes para preservação da integridade desta população.
De acordo com o ministro da saúde, Alexandre Padilha, o preenchimento de um formulário pelo profissional que realizou o atendimento vai tornar visível a dimensão real do problema da homofobia. “É fundamental conhecer a magnitude das violências que acometem esta população, identificando quem são as vítimas, quais os principais tipos de violências, locais de ocorrência, a motivação, a oportunidade do uso do nome social, dentre outras informações”, afirmou o ministro.
Ainda, foi criado um Sistema Nacional LGBT, para buscar a integração das entidades do país que funcionam de forma desarticulada, bem como constituir um tripé formado por conselhos, coordenadorias e planos estaduais e municipais LGBT.
Mais uma vez, fica evidente a importância de fazermos a denúncia das agressões que sofremos. Seja uma agressão verbal, psicológica ou uma discriminação por conta da orientação sexual ou identidade de gênero.
Para ter acesso ao relatório:
http://www.sedh.gov.br/
Fontes:
Ministério da Saúde
Secretaria de Direitos Humanos
Quem vive em cidades do interior, ambientes rurais ou regiões de praia já está mais familiarizado com essa criatura, mas para quem sempre viveu na cidade grande, talvez ainda seja um mistério. Estamos falando do bicho de pé, uma espécie de pulga marrom-avermelhada que entra na pele de pessoas e animais para poder sugar o sangue e depositar alguns ovos. Chamada de Tungíase, a infecção provocada pela criatura Tunga penetrans pode acontecer em todo o corpo, e não só no pé, apesar do nome popular.
Por ser encontrado em solos de ambientes quentes e secos, é mais provável que o bicho de pé se deposite exatamente nos membros inferiores pela proximidade do chão. Além disso, a pele mais fina e macia de algumas regiões do pé é mais propício à penetração das criaturas.
Depois de entrar no corpo, as fêmeas - somente elas são encontradas como parasitas - podem botar até 200 ovos dentro da pele do hospedeiro, enquanto se alimentam do sangue para se sustentar. É nesse momento que a coceira começa a acontecer, podendo até mesmo proporcionar uma sensação de prazer para quem está com a criatura no corpo.
Enquanto está alojada dentro do pé, ou em outra parte, o bicho de pé pode crescer até o tamanho aproximado de uma ervilha, até que bota todos os ovos e morre. Depois da morte, o corpo naturalmente expele a criatura, mas não é recomendado que seja esperado esse momento. Normalmente, a sensação é de coceira e incômodo, com alguns riscos de infecção, mas em alguns casos mais graves, aliados a outras contaminações ou não tratados pode haver maiores complicações.
Quando o bicho de pé não é tratado, pode evoluir para uma gangrena ou até mesmo para a necrose dos tecidos da área contaminada. Dependendo dos casos, não há como recuperar a área afetada e a lesão pode ficar para sempre. Em casos extremos, é possível chegar a precisar remover partes da pele ou mesmo os dedos.
Além da amputação, existe o risco da ferida causada pelo bicho de pé permitir a contaminação por outras criaturas, como algumas bactérias. Nesses casos, uma infecção mais grave se forma no local e o tratamento fica ainda mais complicado.
Para diagnosticar o bicho de pé, não é necessário a realização de nenhum exame especial. Apenas por meio da análise da ferida causada pelo parasita é possível perceber a presença da criatura no local. Para removê-la, basta utilizar uma agulha esterilizada no local, tomando cuidado para não deixar vestígios da criatura. Para aliviar a coceira, é recomendado passar uma pedra de gelo no local, ajudando a remover o incômodo.
Pegar bicho de pé é extremamente comum em várias regiões e não é um problema grave. Porém, caso não seja tratado, pode ter complicações gravíssimas, então não pense que o problema é brincadeira. Você já pegou bicho de pé? Conte para a gente essa experiência.
A epilepsia e uma alteração na actividade eléctrica do cérebro, temporária e reversível, que produz manifestações motoras, sensoriais, psíquicas, ou neurovegetativas.
O termo epilepsia refere-se a uma condição crónica de ataques periódicos, causados por uma condição fisiopatológica da função cerebral resultante da descarga espontânea e excessiva de neurónios corticais – disritmiacerebral paroxística . No entanto, não se deve entender a epilepsia como uma doença exclusivamente compulsiva. Para ser considerada epilepsia, devem ser excluídos os sintomas de convulsão causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos, que já t m uma classificação diferente. Existem várias causas para a epilepsia, pois muitos factores podem lesionar os neurónios ou o modo que estes comunicamentre si.
Em algum momento, 2 % da população adulta tem uma convulsão. Um terço desse grupo tem convulsões recorrentes (epilepsia). Em certa de 25% dos adultos com epilepsia e possível conhecer a causa quando se realizam exames como um electroencefalograma (EEG), que revela uma actividade eléctrica anormal, ou uma ressonância magnética (RM), que pode revelar cicatrizes em pequenas áreas do cérebro.Em alguns casos, estes defeitos podem ser cicatrizes microscópicas como consequência de uma lesão cerebral durante o nascimento ou depois deste. Alguns tipos de perturbações convulsivas são hereditários (como a epilepsia juvenil mitológica). No resto das pessoas com epilepsia a doença denomina-se idiopática, isto é, não se evidencia nenhuma lesão cerebral nem se conhece a causa. As pessoas comepilepsia idiopática têm, habitualmente, a sua crise convulsiva entre os 2 e os 14 anos de idade. As convulsões antes dos 2 anos de idade costumam ser causadas por defeitos cerebrais, desequilíbrios no sangue ou febres elevadas. É mais provável que as convulsões que se iniciam depois dos 25 anos sejam consequência de um traumatismo cerebral, um acidente vascular cerebral (AVC) ou outra doença. Ascrises epilépticas podem ser desencadeadas por sons repetitivos, luzes cintilantes, videojogos, ou inclusive tocando em certas partes do corpo. Mesmo um estímulo leve pode desencadear as convulsões em pessoas com epilepsia. Até nas que não sofrem de epilepsia, um estímulo muito forte pode desencadeá-la (como certos fármacos, valores baixos de oxigénio no sangue ou valores muito baixos de açúcar nosangue).
Sintomas
As convulsões epilépticas às vezes classificam-se segundo as suas características. As convulsões parciais simples iniciam-se com descargas eléctricas numa área pequena do cérebro e estas descargas permanecem limitadas a essa zona. Conforme a parte afectada do cérebro, a pessoa experimenta sensações anormais, movimentos ou alucinações psíquicas. Por exemplo, se a descargaeléctrica se produz na parte do cérebro que controla os movimentos musculares do braço direito, este pode apresentar elasticidade muscular intensa e contracções. Se ocorre no mais profundo do lobo anterior (a parte do cérebro que percebe os odores) a pessoa pode sentir um odor agradável ou desagradável muito intenso. A pessoa com uma alucinação psíquica pode experimentar, por exemplo, um sentimento dedéjà vu, pelo que um ambiente desconhecido lhe parece inexplicavelmente familiar.
Nas convulsões jacksonianas, os sintomas iniciam-se numa parte isolada do corpo, como a mão ou o pé, e depois ascendem pelo membro ao mesmo tempo que a actividade eléctrica se estende pelo cérebro. As convulsões parciais complexas (psicomotoras) iniciam-se com um período de um ou de dois minutos durante o qual a pessoaperde contacto com o seu meio. A pessoa pode cambalear, efectuar movimentos involuntários e descoordenados dos braços e das pernas, emitir sons ininteligíveis, não entender o que os outros exprimem e pode resistir à ajuda que lhe prestem. O estado de confusão dura alguns minutos e é seguido por uma recuperação total.
As crises convulsivas (grande mal ou convulsões tónico-clónicas) iniciam-se,...
Por: Edgar Varenberg
Às
vezes caímos numa daquelas situações em que precisamos de uma opinião ou,
equivalentemente, precisam da nossa. Muito além daquilo que o verbo “gostar”
tem a nos oferecer, às vezes tais opiniões pedidas vão muito além do quesito
pessoal, daí começa a se perceber uma diferença entre “opinar” e “criticar”;
enquanto o primeiro termo fala sobre falarmos de alguma coisa sob nosso ponto
de vista, o segundo abordar falar dessa mesma coisa sob o ponto de vista geral
da área a qual tal coisa se origina.
A
crítica, diferente da opinião, trata de aspectos universais de um determinado
material, ou seja, independente das opiniões, dos gostos, etc serão elementos
que terão aquele fundamento sempre. Neste post encontraremos formas de
identificar quais são esses aspectos e como percebê-los e aponta-los. No caso,
o foco será na crítica de textos.
Aprendendo a abandonar o
“eu”
A
primeira coisa a tentar é buscar ficar pouco apegado ao texto. Não apegado do
tipo “amar o texto”, mas sim abandonar certas ideias, como “Eu não faria assim”
ou “Ficou confuso para mim”. Isso porque a crítica parte de pressupostos
universais (ou o mais universal possível), então a partir do momento em que
você passa a reparar em algo porque isso TE incomodou, talvez você esteja se
distanciando do seu objetivo.
Tenha material teórico
sempre em mãos (ou em mente).
Saiba
o básico das coisas que compõem um texto narrativo. O que a gente precisa para
formar um? Personagens, ambientes, diálogos, situações, problemáticas, etc.
Agora pare e pense: “essas coisas realmente são obrigatórias?”. Pesquise tudo a
respeito das suas próprias perguntas que surgirão após esta. Mas por que isso?
Simples, textos literários possuem regras e fundamentos, o basicão; mas o que
os tornam realmente literários é a forma como eles usam (e às vezes abusam
dessas regras). Um texto mais seguro e menos ousado vai seguir todas as regras
fielmente (a crítica aí geralmente o aponta como comum), já outros vão querer
inovar ou se rebelar de alguma forma, seja abandonando diálogos, não descrevendo
coisas propositalmente, é aí que o papel da crítica começa a se formar, em
analisar se essas fugas funcionam ou não.
Linguagem de um crítico:
funcionar ou não funcionar.
Atentem-se,
a crítica nunca trabalha com “certo” e “errado”. Fica a dica: leia todo o texto
tentando defender o máximo possível de pontos positivos; aquilo que não tem
como defender de jeito nenhum, significa que faz parte daqueles quesitos
universais citados mais acima. Além disso, a linguagem crítica busca trabalhar
com “funciona” e “não funciona”. E, claro, acompanhadas do sagaz “porquê”.
Abordagem é a alma do
negócio.
Uma
crítica deve ser branda. O seu objetivo como crítico de um texto não é
questionar a habilidade literária de ninguém, nem o potencial da história, é
simplesmente apontar o direcionamento do texto, o quão ele está se aproximando
ou se afastando do conceito que o texto aparenta. Então não precisa vir com
pedras e facas; palavras objetivas e sugestões já bastam.
Entendendo os propósitos
do autor.
Criticar
um texto fica sempre mais fácil quando podemos simplesmente perguntar ao autor
seus objetivos em cada uma das situações. Entretanto, há momentos em que isso
não é possível e, além disso, antes de começarmos a questionar o autor, temos
que, claramente, preparar nossos questionamentos. E para isso acontecer, temos
que, às cegas, descobrir os propósitos do autor “intuitivamente”. É daí que
passamos a ler o texto com uma mentalidade alternativa. Isto é, ler as cenas e
se perguntando “por que x e não y?”; em seguida, com as informações que você
tem no próprio texto, você mesmo deve tentar responder essas questões. Por
exemplo, você viu que o personagem A se estressou por uma coisa boba, aí você
começa a pensar “Por que ele simplesmente não fez isso? Resolveria e ele não se
estressaria.”, mas aí você repara que em um momento da narração é citado sobre
a sua personalidade explosiva e irracional, então passa a fazer sentido; caso
tal descrição não esteja presente, pode ser que seja uma boa ideia apontar isso
e conversar com o autor a respeito.
Enxergando além do
autor.
Um
crítico não precisa, necessariamente, se prender a todos os conceitos do autor,
até porque a escrita costuma ser muito inconsciente, isto é, usamos certos
recursos literários, que cabem ali perfeitamente (e, por isso, usamos
inconscientemente), mas não fazemos ideia de que usamos, não foi proposital;
isso acontece muito. Então quando o crítico vai além daquele conceito já dado e
começa a enxergar essas coisas (e posteriormente leva-las ao autor), você pode estar
contribuindo para um maior entendimento do texto até para o próprio autor, seja
para dizer que está ou não funcionando. Se você acha que algo vale a pena ser
comentado, comente sem hesitar.
Por fim, aceite o
ultimato do autor.
Independentemente
do que você tenha encontrado ou comentado, a voz do autor sempre será a mais
poderosa no seu próprio texto, então não tente forçar ou insistir, por mais
forte que seja a sua convicção naquele fato, somente o autor sabe 100% sobre o
texto dele.
Conclusão
Os
elementos de uma crítica buscam analisar formas diferentes de usar aquilo que é
usual. Se a pessoa não foge do usual, dificilmente vai ter algo para analisar
ali, assim como dificilmente o texto dela será interessante (no sentido de ter
um algo a mais); um crítico deve sempre orientar o quanto o autor se aproxima
ou se afasta do seu próprio objetivo, através de seus próprios conhecimentos e
pesquisas (e também das inúmeras perguntas que ele tem que se fazer enquanto lê
texto em questão).
Na
segunda parte do post, veremos exemplos práticos de como estes elementos se
aplicam na crítica.
A violência contra a mulher é um tema de destaque no noticiário brasileiro. Segundo a “Análise da Cobertura da Imprensa sobre Violência contra a Mulher” quase 20% do que é publicado nas páginas dos jornais merece chamada de capa.
O problema é que este apelo vem associado a uma cobertura policialesca que pouco se interessa pelas políticas ou pela legislação destinada a combater ou prevenir as agressões. Apenas 13% da cobertura relaciona-se ao Estado e suas ações.
Mais de 80% do material analisado são denuncias descontextualizadas e parciais do problema, e sem propostas ou soluções para evitar novas ocorrências.
A pesquisa é a terceira de uma série de quatro levantamentos realizados pela ANDI – Comunicação e Direitos e pelo Instituto Patrícia Galvão, no âmbito de projeto desenvolvido com o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal.
Cobertura local e individualizada
Em 73,78% do material analisado, a abordagem é individualizada. Ou seja, as notícias narram casos isolados de violência sem referenciar o problema ou questionar as diferentes esferas de governo para prevenir os ocorridos ou penalizar os agressores.
No mesmo sentido, as fontes de informação mais escutadas pelos jornalistas são os policiais: 25,83% do noticiário. Além dos agentes de segurança pública, também são consultados especialistas (11,31%), o Judiciário (8%), e em menor escala o Ministério Público (3,67%) e representantes dos governos estaduais (3,1%).
Políticas e legislação fora da pauta
Somente 2,13% da cobertura mencionam políticas públicas. A baixa porcentagem indica um desinteresse em cobrar, monitorar e avaliar as iniciativas do poder público voltadas à questão.
Cerca de 87% do noticiário também esquecem da legislação existente na área. A Lei Maria da Penha, que completa cinco anos em 2011, é uma das poucas que merecem alguma citação.
Mesmo assim, as notícias publicadas em 2010 não contemplam questões cobradas por esta lei como a ausência de mecanismos para a coleta e disponibilização de estatísticas; a necessidade de campanhas educativas e o papel da educação na mudança de atitudes.
Causas da violência e soluções
É pequena também a abordagem da imprensa sobre as causas da violência contra a mulher. Somente 13,49% dos textos aprofundam a discussão neste sentido. A ineficiência das autoridades e a desestruturação familiar são os motivos mais destacados.
Pouco mais de 12% dos textos mencionam a impunidade do agressor ou as dificuldades de penalizá-lo pelo crime.
Também faltam reportagens sobre a precária situação dessa rede de atenção às mulheres. Ao ignorar essa lacuna do Estado, a imprensa perde a oportunidade de cobrar respostas dos poderes públicos.
Seminário irá debater visibilidade da mulher na mídia
A ANDI, o Instituto Patrícia Galvão e o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero já divulgaram anteriormente dois resumo executivos das análises de imprensa sobre “Mulheres na Política” e “Mulheres e Trabalho”.
Os resultados completos serão debatidos no seminário Imprensa e Agenda de Direitos das Mulheres – uma análise das tendências da cobertura jornalística, organizado pela Secretária de Políticas para as Mulheres. O evento reunirá em Brasília profissionais de imprensa e especialistas na agenda de equidade de gênero. Será realizado no dia 3 de outubro, no Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, e é aberto ao público. Inscrições online pelo site: http://adm.informacao.andi.org.br/seminario/.
Resumo executivo
O resumo executivo da pesquisa está disponível para download nos sites da ANDI, do Instituto Patrícia Galvão e do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero.
O Observatório é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República para dar visibilidade e fortalecer as ações na promoção da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres. Para isso, o Observatório atua em cinco grandes eixos: Indicadores; Políticas Públicas; Legislação e Legislativo; Internacional; e Comunicação e Mídia.
Estamos habituados a três estados físicos da matéria: sólido, líquido e gasoso. Porém sob certas condições podemos induzir gases a alcançar o que pode ser considerado o quarto estado da matéria: o plasma. E este é o estado da matéria mais comum no Universo.
O calor é a energia transferida entre dois corpos. Já temperatura é a medida da agitação das partículas que constituem este corpo. O calor transferido para um corpo produz o aumento da sua temperatura (exceto quando ocorre mudança de fase). Um objeto em estado sólido possui forma e volume definidos. Isto ocorre porque a pequena agitação das suas moléculas não possui energia suficiente para mudar a organização em que se encontram. Ao aplicarmos calor, a energia cinética das moléculas aumenta até o ponto em que a ordem é rompida levando o objeto ao estado líquido. No estado líquido, o volume é definido mas a forma não. O líquido assume a forma do recipiente que o contém.
Em nossa experiência hipotética continuamos aplicando calor ao líquido. A agitação das moléculas é insuficiente para que a distância média entre elas seja modificada com facilidade, por isso o volume para uma certa temperatura é constante. Conforme a energia cinética das moléculas aumenta ocorre a ebulição e o líquido transforma-se em gás. Agora forma e volume são indefinidos e podem variar bastante de acordo com o recipiente e a pressão exercida sobre o gás. A média de velocidade das moléculas é tão alta que o objeto se transforma em uma porção de matéria fluida e disforme.
E se aumentarmos a temperatura ainda mais? Ao aplicar mais energia, a agitação das partículas que constituem o gás aumenta tanto que as moléculas começam a se romper, formando íons. A substância torna-se condutora e as constantes troca de elétrons entre os íons produzem uma brilho com diversas cores. Este novo estado da matéria é chamado de plasma.
Os cientistas estimam que 99 % da matéria existente no Universo esteja no estado de plasma. Eles são caracterizados por sua temperatura absoluta (Kelvin) e pela densidade de número que é definida como a quantidade de partículas carregadas por metro cúbico. A abundância de plasma no universo pode ser explicada por que o material intergalático é considerado um tipo de plasma. As estrelas também são compostas por plasma extremamente quente e denso.
Alguns exemplos de plasmas que encontramos comumente na natureza são as chamas, as descargas atmosféricas (raios), as auroras boreais e o fogo fátuo (chama de origem orgânica comum em pântanos e brejos).
Os plasmas são bastante sensíveis a campos magnéticos, podendo ter sua forma alterada de acordo com a influência destes campos. Algumas tecnologias baseadas em plasmas são:
Lâmpadas – diferentes tipos de lâmpada utilizam a excitação elétrica de gases para produzir luz visível. Podemos destacar as lâmpadas fluorescentes, as lâmpadas de neon e as lâmpadas de plasma.
TVs – a partir da produção de plasma em recipientes microscópicos transparente é possível gerar pontos de cor. Este é o princípio de funcionamento da TV de plasma, tecnologia que está sendo substituída pelas TVs de LCD e LED.
SPATIO-TEMPORAL VARIATION OF METAL CONCENTRATIONS IN ESTUARINE ZONES OF THE TODOS OS SANTOS BAY, BAHIA, BRAZIL
Variação espaço-temporal das concentração de metais em zonas estuarinas da Baía de Todos os Santos, Bahia, Brasil
Resumo
O conhecimento do comportamento de metais no meio aquático é importante para a compreensão dos seus efeitos em zonas estuarinas e nas áreas de manguezais. Esses importantes e preciosos ecossistemas são afetados por muitos diferentes fatores que podem variar temporalmente e espacialmente. O presente estudo investigou a variação espacial e temporal de parâmetros fisicoquímicos (pH, oxigênio dissolvido, temperatura, salinidade, etc.) e as concentrações de metais (Zn, Fe, Ni, Cu) em três locais diferentes ao longo da Baía de Todos os Santos, Nordeste Brasil, analisando as águas superficiais, os sedimentos e as ostras de manguezal (Cassostrea rhizophorae (Guildin, 1828)). As concentrações de metais em águas superficiais e sedimentos diferiram entre os três tempos e locais de amostragem (março e agosto de 2014, janeiro de 2015) e foram afetados por parâmetros fisicoquímicos flutuantes, o que também afetou a bioconcentração de metal nas ostras. O pH das águas superficiais, por exemplo, aumentou do 1º ao 3º tempo de amostragem, enquanto as concentrações de Zn e Fe diminuíram durante o mesmo período. As concentrações de sedimentos de Zn e Fe foram fortemente correlacionadas com o teor de matéria orgânica. Esses resultados sugerem que a sazonalidade, bem como as diferentes propriedades de água e sedimentos ao longo da baía, afetam diretamente a concentração e a biodisponibilidade do metal no meio ambiente.
Tampões São soluções em equilíbrio iônico, em geral ácidos fracos (HA) em equilíbrio com a sua base conjugada (A-) ou uma base fraca e o seu ácido conjugado, de modo que, mesmo sendo adicionadas quantidades de ácido ou base, não há grandes variações de pH, mantendo-se numa faixa tamponante, ideal para experimentos bioquímicos. Os tampões bioquímicos devem atender a algumas características, tendo como principal manter o valor do pH numa determinada faixa de ±1; esse intervalo é obtido da constante de dissociação do ácido do tampão (Ka) e é normalmente definido pelo valor de pKa (-log Ka). Além disso, deve apresentar boa solubilidade em água, não interferir nos processos biológicos ou membranas (solubilização, adsorção na superfície, etc.), não apresentar toxicidade e, caso forme complexos com íons metálicos, essa tendência já deve ser descrita. Tris É uma abreviação de tris(hidroximetil)aminometano, (HOCH)CNH. É muito usada em tampões TAE e TBE, para géis SDS-PAGE (eletroforese) e western blotting. O tampão de tris é uma boa opção para sistemas biológicos, já que o seu ácido conjugado tem pKa = 8,1 a 25 °C, o que implica em um tampão com uma faixa efetiva de pH entre 7,1 e 9,1 (pKa ± 1); esse tampão pode ser preparado como Tris base e Tris-HCl. Em geral, inicia-se a preparação com base Tris (reagente em pó) que é dissolvida em água, e em seguida o valor de pH é ajustado com adição de HCl (ácido clorídrico). TRIS HCl Concentração: 1 mol/L pH 7,6 Volume total: 1 litro Tris base: 121,11 g Ajustar para pH = 7,6 com HCl (aproximadamente 4,2 mL) e o auxílio de um pHmetro. Ajustar volume final com 1 L água destilada e esterilizar com autoclave. Concentração: 1 mol/L pH 8,0 Volume total: 1 litro Tris base: 121,11 g Ajustar para pH = 8,0 com HCl (aproximadamente 4 mL) e o auxílio de um pHmetro. Ajustar volume final com 1 L água destilada e esterilizar com autoclave. Estéril. Manter o tampão aliquotado e guardado sob refrigeração (4 ºC). Para outros valores de pH, basta alterar o volume de HCl, colocando aos poucos até atingir o valor desejado.
O gergelim, também conhecido por sésamo, é uma planta medicinal que atinge entre os 1.5m a 2m de altura e possui flores brancas, púrpura ou cor de rosa. As sementes de gergelim constituem um ótimo remédio caseiro para prisão de ventre e combater as hemorróidas.
O nome científico do gergelim é Sesamum indicum L.
O gergelim serve para ajuda a combater a prisão de ventre, hemorróidas, como fonte de fibras, diminuir o colesterol mau, desintoxicar o organismo, controlar o açúcar no sangue, melhorar a elasticidade da pele, adiar a vinda dos cabelos brancos, fortalecer tendões e ossos.
O gergelim contém manganês, cobre, cálcio, vitamina B1, vitamina E. Ele possui uma espécie de óleo que lubrifica a parede intestinal e aumenta o bolo fecal, o ácido linol, sendo ainda uma boa fonte de proteínas e de fibras.
As partes utilizadas do gergelim são as sementes.
Pode-se adicionar algumas colheres de sopa de gergelim na confecção de pães, bolos, sopas, saladas, iogurte, feijão e etc. Uma outra forma de consumí-lo é comprar pães e bolachas com gergelim.
Quando consumido em excesso, mas o indivíduo não consome mais de 1 litro de água, pode provocar prisão de ventre.
Deve ser evitado em alguns casos de colite.
|Componentes||Quantidade por 100 g|
|Energia||573 calorias|
|Proteínas||18 g|
|Gorduras||50 g|
|Carboidratos||23 g|
|Fibras||12 g|
|Vitamina A||9 UI|
|Cálcio||975 mg|
|Ferro||14,6 mg|
|Magnésio||351 mg|
Atenção: O Tua Saúde é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre de temas relacionados com saúde, nutrição e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.
O campo magnético terrestre atua como um escudo protetor em torno do planeta, repelindo e captando as partículas carregadas provenientes do Sol.
Porém, sobre a América do Sul e região Sul do oceano Atlântico há uma área do campo magnético extremamente debilitada, chamada Anomalia do Atlântico Sul (SAA, na sigla em inglês), permitindo que estas partículas cheguem mais próximo da superfície terrestre.
A radiação das partículas solares nesta região pode interromper o funcionamento dos equipamentos dos satélites e interferir no fornecimento de dados. Esta anomalia, comparada pela NASA com um "buraco no espaço", no momento não tem um impacto visível na vida na Terra.
No entanto, observações e prognósticos recentes mostram que esta área do campo magnético está se expandindo para oeste e ficando mais débil.
A SAA é provocada por duas características do núcleo da Terra: a inclinação de seu eixo magnético e o fluxo de metais fundidos dentro de seu núcleo exterior.
À medida que o movimento do núcleo muda, o campo magnético também flutua no espaço e no tempo. Estes processos dinâmicos no núcleo se estendem até o campo magnético que rodeia o nosso planeta, criando esta perturbação e outras características em torno da Terra.
Com isso, os pesquisadores têm agora a oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre o núcleo da Terra e como sua dinâmica influencia outros aspectos do sistema terrestre, ressalta a NASA.
Ao rastrear esta anomalia no campo magnético, que evolui lentamente, os cientistas podem compreender melhor a forma como nosso planeta está mudando e ajudar a preparar um futuro mais seguro para os satélites.
Além de artista compulsivo, dotado de uma criatividade sem limites, Renato Russo era também um ávido consumidor de toda forma de arte. Durante sua vida breve e produtiva, entre um palco e outro, estúdios e turnês, o líder da Legião Urbana usou todo seu tempo livre para descobrir novas obras e revisitar as que amava. Discos, livros, filmes, artistas e referências variadas eram rapidamente integradas ao vasto repertório de Renato, que organizava seu pensamento criativo por meio de listas, muitas listas. Feito a partir das anotações do artista, até hoje inéditas ao público, este livro apresenta um panorama de suas grandes influências acompanhadas de informações acerca dos artistas e obras mencionadas. Reveladoras dos temas de interesse que podem ter influenciado as composições de Renato, as listas não apenas serviam para classificar o que ele já conhecia e para indicar o que ele ainda pretendia ler, ouvir, assistir e viver, como também são uma forma de conhecer o processo criativo de um dos grandes nomes da cultura popular brasileira.
O Livro das Listas do nosso querido Renato Russo nos conduz, como esclarece o subtítulo, a referências musicais, culturais e sentimentais desse artista incrível que marcou gerações. Resgata através de diversos cadernos que o cantor cultivava uma gama de listas que parecem nos ajudar a refazer os caminhos pelos quais Renato Russo percorreu para se tornar um talento reconhecidamente habilidoso e inteligente no que se propunha a fazer.
Nesse livro temos a possibilidade de mergulhar nas listas de preferências de Renato desde suas referências musicais e cinematográficas até suas listas mais pessoais, como a lista de coisas para fazer ou de novas ideias para canções. O ponto aqui é que, a cada lista apresentada, o conhecemos ainda mais e, ao mesmo tempo, aprendemos com ele, já que através delas é quase impossível não pegar um papel para fazermos as nossas próprias listas. A variedade de conhecimento cultural, o qual é resquício da intelectualidade do cantor, tornou esse livro um verdadeiro presente aos seus admiradores e às pessoas que cultivam o interesse de ampliar seu conhecimento de mundo através da arte. Sem dúvidas, qualquer leitor que tenha acesso ao Livro das Listas sairá com alguma dica ou referência de música, livro ou filme.
A edição está primorosa, sendo um daqueles livros dos quais dá gosto de folhear diversas vezes, que lemos e relemos, que nos deixa tão próximos da história (nesse caso, da vida de Renato Russo) que a única decepção encontrada é seu término.
Organizado por Sofia Mariutti e Tarso de Melo, o trabalho nos dá a impressão de um afetuoso capricho dedicado aos fãs de Renato e não deixa a desejar. Repleto de imagens dos próprios cadernos de Renato com seus escritos, listas e observações, um dos motivos pelos quais me encantei foi o fato de que, após algumas listas, há sempre uma imagem e contextualização de algum destaque do que foi apresentado. Por exemplo, temos a lista “Os Melhores Livros que Você já Leu (Que Consegue Lembrar)”, encabeçada por O Apanhador no Campo de Centeio, contextualizado na página seguinte de modo a ficarmos sabendo do que se trata, além de encontrarmos detalhes como capa, o ano em que foi publicado e duas de suas citações, sem falar numa curiosidade envolvendo alguns leitores um tanto “singulares”. Renato Russo escrevia na maioria das vezes em inglês e a tradução de diversas listas foi muito bem realizada por George Schlesinger.
O livro passeia por diversas fases de Renato, indo dos anos 1970 a 1990 e, com isso, acompanhamos intimamente seu amadurecimento intelectual. Enfim, o resgate dos caminhos percorridos por ele nos leva a refletir sobre nossos próprios caminhos, sobre nossas próprias listas e, acima de tudo, nos faz admirar ainda mais esse artista formidável que, através do seu crescimento pessoal, intelectual e artístico, nos deixou um legado primoroso e repleto de significados. Sem dúvidas, entrou para a lista de favoritos do ano e está mais do que recomendado.
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Tags:
Editora Companhia das Letras Listas Literatura Nacional Não-Ficção Renato Russo Resenha da Clívia
Quem postou?
Clivia Lira
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5 Respostas para "[Resenha] O Livro das Listas – Renato Russo"
Fabiana Roberta - 03, novembro 2017 às (15:29)
Nossa um prato cheio para os fãs de Renato Russo,amei saber deste livro já pensou mergulhar nesta mente espetacular, fiquei super curiosa pra conhecer estas listas,só de ler a resenha já fiquei com vontade de criar as minhas.
Bjs
RUDYNALVA CORREIA SOARES - 03, novembro 2017 às (15:30)
Clívia!
Como adoro o Renato Russo e tenho mania de listas também, desde o lançamento, fiquei bem curiosa para ver quais seriam as listas que ele tinha e simplesmente adorei ver sua resenha e saber sobre as listas e organização dele. Deve estar um primor o livro.
Adorei a lista de livros.
Desejo um mês repleto de realizações e um final de semana de luz e paz!!
“O que mais me interessa saber, não é se falhaste mas se soubeste aceitar o desaire.” (Abraham Lincoln)
cheirinhos
Rudy
TOP COMENTARISTA novembro 3 livros, 3 ganhadores, participem!
Cadydja Layany Freire de Lima - 06, novembro 2017 às (09:56)
É uma ótima oportunidade para conhecer melhor o Renato Russo, conheço apenas as belas canções. Também já assisti ao filme, mas esse livro aí nos traz novas perspectivas sobre ele. Muito bom!
Sabrina Piano - 08, novembro 2017 às (09:25)
Incrivel gente, simplesmente incrivel! Um livro que foi feito especialmente pra fãs, acredito eu, mas que quem não é fã, vai gostar muito de ler. Não vou ser hipocrita aqui e dizer que amo Renato Russo, e sou fã, porque não sou, mas é um livro especial e que dá vontade de ler e conhecer mais desse cara incrivel e que fez e faz parte da vida de tanta gente.
Vitória Pantielly - 09, novembro 2017 às (08:02)
Oi Clivia!
Não sou fã do Renato Russo, mas acho interessante conhecer a história se alguém que é influenciador como ele. A edição ficou mesmo linda, e esse formato de listas é bem diferente, eu gostei!
Bjs
Perfil
Aione Simões
Aione Simões, 32 anos, libriana, produtora de conteúdo literário e escritora, com livros publicados pelo KDP/Amazon e pela Harlequin, selo de romances do grupo HarperCollins Brasil. Formada em Nutrição e Letras pela USP, é paulistana de nascimento e mogiana por vivência. Leitora apaixonada por romances e chick-lits, não dispensa um bom thriller, principalmente os policiais. Também conhecida como Mi, precisa de chocolates para viver tanto quanto dos livros.
Por Sergio Levy
José Rogério Dias Xavier
Nascido em 23 de outubro de 1943,
no sítio Candeia, na época distrito de Martins, depois de Lucrécia e hoje
Frutuoso Gomes, Rogério Dias era o quarto filho dos catorze do casal de
agricultores Osmídio Xavier da Fonseca e Tertulina Dias Xavier. Onze deles nascidos
nesta localidade e os últimos três já em Mossoró, aonde chegaram em 1954 com o
objetivo de oferecer mais condições de estudos e de vida a todos da prole.
A terra de mais de 500 hectares ficou na responsabilidade de moradores, em
regime de meia, mas seu Osmídio estava presente quinzenalmente para acompanhar
a produção. Descia do trem uma estação antes da de Frutuoso Gomes e pegava uma
canoa que atravessava a lagoa de Lucrécia e o deixava pertinho da casa do
Sítio. Na bagagem de volta sempre trazia as riquezas da produção: rapadura,
feita no próprio engenho de cana; farinha provinda da roça e produzida na Casa
de Farinha; queijo de coalho e de manteiga provenientes do rebanho; batata doce
e frutas como manga, banana e goiaba.
Quando ainda em Candeia, Rogério estudou a Cartilha do ABC com a professora
Ritinha, ainda viva e morando em Martins. Seu primeiro colégio foi o 30 de
Setembro, já em Mossoró, onde hoje funciona a Faculdade de Enfermagem. O pai
havia alugado ao Sr. Raimundo Filgueira não só a casa na rua Venceslau Braz,
próximo ao já existente Abrigo Amantino Câmara, como também sua torrefação, que
funcionava no prédio vizinho de esquina.
Durante três anos a família de Rogério produziu e vendeu não só café como ainda
corante para alimento, milho de mungunzá, massa de cuscuz e um produto que era
conhecido como o chá de burro. “Era uma mistura dos grãos de café com os de
milho que torrávamos, moíamos e muita gente comprava devido o preço ser mais
acessível. Mas todo mundo sabia do que se tratava, além de ser um alimento rico
e de gosto agradável, sucesso de vendas por um bom tempo na cidade”, conta.
Lembra também de uma vizinha em particular, a professora D'Alva Estella
Nogueira Freire, patronesse do conservatório de música da UERN, que com sua voz
marcante cantava e tocava piano e violino com maestria, para delícia dos
ouvidos da vizinhança. No final de 1956, a família mudou a torrefação para um
armazém que ficava no fundo da casa em que foram morar na rua Marechal
Floriano, nos Paredões. Rogério ajudava o pai em todos os serviços e passou a
estudar no Colégio Dom Bosco, da professora Dagmar Filgueira, quando ainda
funcionava em uma casa de taipa na rua Machado de Assis. Terminou o ensino
médio na Escola Estadual, no anexo instalado na ESAM.
SOMENTE QUANDO o pai fechou
definitivamente seu negócio é que Rogério foi trabalhar em outras empresas.
Primeiramente na C. Martins e Cia, de Hugo Freire Pinto, Apolônio Filgueira e
Nilson Chaves, que vendia eletrodomésticos. Em seguida na Farmácia Medeiros, de
Elder Andrade de Medeiros, recém-falecido, localizada em frente à Praça do Pax,
onde fazia de tudo, desde vender no balcão, até os serviços de limpeza e outros
mandados.
Trabalhou também no Banco Mossoró, atendendo os clientes com as fichas
datilografadas e as transações escritas na mão. Certa vez, lembra Rogério, viu
um dos funcionários entrar e sair sorrateiramente da Caixa Forte, o cofre do
banco, apesar das ordens expressas de que ali era proibida a entrada sem a
devida permissão. “No final do expediente o gerente chama a todos e comunica
que devido o desaparecimento de determinada quantia seria o valor descontado de
todos os funcionários. Adiantei-me e disse que do meu não sairia um centavo,
até porque sabia quem havia tirado o dinheiro”, disse.
O gerente então o chama para denunciar o autor. Ele, porém, colocou uma
condição para resolver a questão. Pediu a garantia de que a pessoa não fosse
demitida, pois precisava muito daquele emprego. Assim foi feita a negociação,
após a aprovação dos diretores da instituição. Rogério chamou o colega de
trabalho e explicou a situação, perguntando se ele ainda tinha o dinheiro, ao
que ouviu que só tinha menos da metade, pois havia comprado um remédio para
esposa. “Organizei com os demais funcionários uma cotinha para completar o
montante e o fiz devolver tudo. Anos depois, em um acidente de lambreta no
caminho para Baraúna, soube que ele havia falecido”, revela sem dizer o nome.
Saiu do banco devido este mesmo senso de justiça e correção que sempre teve.
Desafiou a esposa de um dos cotistas do banco por causa de uma amiga dela que
passava constantemente cheques sem os devidos fundos. A regra era que o
funcionário que pagasse acabava no prejuízo, no mínimo com uma forte
reclamação. Em certo momento, Rogério se negou a pagar um determinado cheque
que chegara as suas mãos, comprando assim a briga que lhe custou o emprego.
“Recebi a notícia no outro dia através de um amigo que, todo sem jeito, veio me
comunicar sobre minha demissão. Só fiz da meia volta e fui embora. Sempre fui
muito positivo em minhas ações e decisões”, revela.
ENTROU EM SEGUIDA na COMEMSA
(Companhia Melhoramentos de Mossoró SA), empresa responsável pela distribuição
de energia e telefonia da cidade. Rogério era telefonista e tinha decorado os
números dos trezentos primeiros clientes da telefonia em Mossoró, na época cada
um com três dígitos apenas. Também fazia ligações interurbanas para São
Sebastião (Governador Dix-sept Rosado), Areia Branca, Caraúbas e Patu. Cidades
que já tinham a ligação da energia elétrica por postes, por onde também era
instalada a fiação telefônica. “Era só conectar o plug correspondente a cada
cidade”, conta.
A maior confusão no seu setor era quando se furava a fila dos pedidos de
ligação. Questão resolvida quando o diretor da empresa baixou uma ordem dizendo
que a partir daquela data estava expressamente proibido ‘furar a fila’ das
ligações. “Ele ainda acrescentou: nem se for para mim mesmo vocês devem
desrespeitar a ordem de pedidos”, lembra Rogério.
Na semana seguinte, uma senhora importante da cidade liga e Rogério a atende.
Queria uma ligação urgente para São Sebastião. Ele então comunica a cliente que
quando chegasse a sua vez ligaria para ela direcionando a chamada. Irritada,
perguntou se ele sabia com quem estava falando, exigindo que a ligação fosse
feita de imediato. Ao negar descumprir as ordens da direção, Rogério se viu em
meio a uma situação vexatória. O diretor desceu poucos minutos depois e
perguntou a turma quem havia se negado a fazer a ligação daquela cliente. Rogério
se apresentou e disse cumprir ordens dele mesmo. O diretor então o mandou fazer
a ligação, ao que ele respondeu: “Sente-se nesta minha cadeira e se quiser faça
o senhor mesmo”. Foi embora em seguida, para saber no outro dia que estava
demitido.
Cansado de tentar ser honesto
para servir aos outros, Rogério resolveu ser honesto para si mesmo. Entrou no
mundo do empreendedorismo, abrindo primeiro uma serigrafia e, logo em seguida,
uma escola de datilografia. Esta funcionava no prédio onde antes era a mercearia
de seu Cali, na avenida Dix-sept Rosado. Calistrato Nascimento já havia
falecido, mas Rogério namorava sua filha caçula, Célia Maria do Nascimento, o
que facilitou as negociações para a escolha do local. Eles se conheceram em uma
festa de Santa Luzia. Depois de nove anos de namoro casaram em 05 de abril de
1974. Tiveram três filhos: Janssen Klauss, advogado e funcionário da UERN; e os
gêmeos bivitelinos Janssen Khallyo, advogado, e Janssen Kladno, contabilista e
funcionário do INSS, especialista em previdência.
NESTA ÉPOCA, a família de Rogério
foi toda morar em Natal, ideia de sua irmã Socorro Dias, que alugou uma casa
por lá e um caminhão para levar a mudança. Ele foi o único que permaneceu na
cidade devido os negócios que estavam dando certo. Continuou morando na casa
próxima a Catedral de Santa Luzia, alugada a Osmídio Juvino, empresário que
morava na capital. “Morei dezessete anos neste local, nove depois que minha
família se mudou. Não morava só pelo fato de alugar quartos para amigos ou
jovens que vinham estudar ou trabalhar em Mossoró”, conta.
A escola Dat-Rápida estava de vento em popa, tanto que recebeu da professora
Izaura Braga, a maior autoridade do ensino de datilografia no Brasil, autora de
seu principal manual, ‘votos de que aquela escola seria em breve um modelo a
ser seguido em cada estado brasileiro’. Rogério investiu no negócio, chegando a
ter 70 máquinas de escrever e 600 alunos matriculados, funcionando das 6 às
22hs. Comprou e leu 13 manuais diferentes para criar o Manual da Dat-Rápida,
que possibilitava fazer o curso em até um mês.
Até hoje guarda muitas das Fichas de Matrículas dos mais de 10 mil alunos que
formou. Gente que acabou estabelecendo grandes negócios na cidade, como também
pessoas das mais humildes, pois mais de 4 mil estudaram gratuitamente. “Sempre
fui humano e caridoso acima de tudo. Nunca dei valor a dinheiro.
Sensibilizava-me com os pais dos alunos que não tinham como pagar o curso e
dava até o papel que eles usavam nas aulas”, confessa Rogério, demonstrando
satisfação por ter feito.
Certa vez, um rapaz de Apodi
chegou na cidade de uma hora da madrugada e ficou na Feira das Melancias, que
ficava por trás da Catedral, até às cinco horas, quando foi bater na porta da
Dat-Rápida. Rogério o recebeu e ouviu dele que precisava estar em São Paulo em
12 dias para assumir um emprego que um amigo havia conseguido, só que tinha um
detalhe: precisava ser datilografo. Contou ainda que nas escolas de sua cidade
ninguém pôde o ajudar e que estava ali pedindo para que seu problema fosse resolvido.
De imediato, o novo aluno foi matriculado, se formando cinco dias depois de
passar por todas as etapas do Manual próprio da Dat-Rápida. Três meses depois o
rapaz, que Rogério não lembra o nome, ligou para a escola agradecendo mais uma
vez a colaboração e comunicando que no departamento de uma metalúrgica em Santo
André, onde trabalhava, havia ficado em primeiro lugar como datilografo entre
todos os 54 funcionários. “Esta história me dá muito orgulho, retrato das
inúmeras boas lembranças que carrego daquela minha iniciativa”, explica.
A ESCOLA ACABOU fechando em
decorrência dos novos tempos, impossíveis de serem evitados. O computador
estava chegando para ficar. Rogério foi diminuindo as máquinas, as emprestando
para jamais cobrá-las de volta, pois não tinha como também voltar o tempo.
Ficou apenas com a pioneira, uma Syemag alemã, para sua recordação pessoal. Já
a serigrafia durou cerca de 24 anos. Era onde Rogério dedicava a maior parte de
seu tempo, pois exercia a função de criador das peças publicitárias produzidas.
“A melhor parte da minha vida, onde pude exercitar meu potencial criativo e
também minha arte de desenhar”, explica.
Abriu também a Auge Publicidade, primeira agência de propaganda de Mossoró, ao
lado do irmão Ivanaldo e de Nelson Rebouças. Tanta criatividade que algumas
vezes causava muita confusão. Uma noite estava assistindo o jornal da TV Cabugi
quando ouviu a notícia de que Mossoró havia registrado 37 casos de dengue.
Rogério acamado com a doença, começou a contar quantas pessoas conhecidas
estavam naquela mesma situação. Apenas perto de sua casa somou 35 pessoas,
resolvendo assim produzir duas faixas com os seguintes dizeres: “Adquira
já sua dengue hemorrágica por apenas uma picada do Aedes Aegypti e saia por aí
se esvaindo-se em sangue.”
A assinatura das faixas ainda
trazia em letras garrafais: MOSSORÓ, CAPITAL DAS EPIDEMIAS. Era o dia do
aniversário do prefeito Dix-huit Rosado, que ao se deparar com a faixa colocada
na Estação das Artes logo mandou a arrancar e ligou para o jornal Gazeta do
Oeste denunciando a subversão, a agressão à democracia representada por aquela
pouca vergonha.
O jornal publicou no outro dia um texto denunciando os terroristas, sem saber
de quem se tratava. Um advogado amigo de Rogério, no entanto, que acompanhava
toda a celeuma, ligou para ele e perguntou: “Amigo, você tem algo a ver com
estas faixas?”. Ao que ouviu Rogério responder: “Fui eu que escrevi, mandei
fazer e colocar”, contou rindo. O negócio só não foi mais pra frente pelas
‘cobertas de panos quentes’ colocadas por vários amigos.
ROGÉRIO APROVEITOU ainda toda sua
capacidade de comunicação, irreverência e polêmica para enveredar no mundo da
política, disputando duas eleições. Em 1976, ficou na primeira suplência de
vereador. Já em 1982, foi o candidato a vice-prefeito na chapa do professor
João Batista Xavier. Segundo ele, decidiu nunca mais ser candidato a cargo
algum durante a apuração dos votos daquela eleição, que era feita de forma
manual e onde viu acontecer tudo a favor de quem detinha o poder há décadas na
cidade. “Algo seboso, nojento, que atrasa a sociedade privilegiando alguns
poucos”, resume.
Colecionador de peças raras, Rogério possui em seu acervo diverso mais de 50
mil moedas antigas, uma ossada de baleia, artesanatos em madeira, decorativos,
punhais raros, inclusive o que recebeu de presente do cangaceiro Asa Branca,
que se tornou seu amigo, entre tantos e tantos outros objetos a decorar sua
residência. Peças que decoravam também uma das suas maiores paixões: o
restaurante Chap-Chap, onde teve a oportunidade de fazer muita coisa importante
no mundo cultural.
“Abri o espaço antes mesmo de encerrar as atividades da serigrafia. O nome era
uma homenagem a expressão dos americanos durante a segunda guerra quando se
referiam a degustação, seja em locais de refeição, seja nos cabarés. Durante
muitos anos foi point da alta elite cultural de Mossoró, com exposições
diversas, música ao vivo, palestras educativas, cursos e até um ato ecumênico
em lançamento de livro.
Também era o lugar onde podia expor suas ideias sem ninguém colocar limites ou
exercer poder de censura. As paredes decoradas com suas frases, retratava sua
busca pela correção, bondade e justiça: “Me chamam de Fome, mas meu nome é...
Desatenção”; “Porque tantas interrogações em nossas vidas, se a própria vida é
a maior das interrogações”; “A insensibilidade não derrama lágrimas, não sente
fome, não sente dor, não tem amor, não sente, não sente, não sente...”
Fotos: Pacífico Medeiros
Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso
http://blogodmendesemendes.blogspot.com
Grandes pragas de jardim, como guaxinins, coelhos, esquilos e ratos podem arrebentar afastado em seu jardim quando você não está procurando. Pior ainda, esses animais podem se espalhar germes e doenças para sua família através de culturas que eles deixam para trás. Desde que você não pode sempre passar sobre sua área do jardim para afastar essas pragas, considere fazer uma armadilha ao vivo. Esta armadilha é humana e permitirá que você para se livrar das criaturas que prejudicam seu jardim sem causar-lhes dano.
Dificuldade: moderada
Instruções
Coisas que você precisa
- Lata de lixo de plástica
- Galho de árvore caída
- Isca
- Coloque a lata de lixo-direita até perto de seu jardim em uma superfície plana perto de uma árvore, mesa de piquenique ou balançar conjunto. Certificar-se de que a lata de lixo é colocada em um local ensolarado não obstruída por objetos que impedirá a chuva caia em lata. Quando chove, a água irá preencher o balde, mantendo-o soprando afastado ou impedindo que animais de bater sobre a lata e escapar.
- Coloque o galho de árvore na borda da lata de lixo e coloque a outra extremidade sobre uma superfície vizinha como um conjunto de mesa, árvore ou balanço de piquenique. Esta será “tightrope” a pragas no qual eles atravesse e acabará por cair na lata.
- Coloca a isca na extremidade do ramo mais próximo da lata de lixo. Alimento perfumado como pedaços de maçã, pêssegos, alface e cenoura vai funcionar bem para uma variedade de pragas de jardim.
Dicas & advertências
Considere a possibilidade de anexar a isca para o ramo com Cadeia de caracteres, manteiga de amendoim ou buço marshmallow assim que o alimento não vai cair na lata de lixo quando chove.
Quando transportar o animal fora do jardim, certifique-se de que distanciar-se do animal que provavelmente não será muito feliz e poderia ser perigoso.
Houve alguma mudança ou adaptação nas regras para acomodar os novos esportes nos Jogos Olímpicos de Verão de 1920?
Sim, houve várias mudanças ou adaptações nas regras para acomodar os novos esportes no Jogos Olímpicos de Verão de 1920. Por exemplo:
1. As provas de natação foram cronometradas até o centésimo de segundo, em vez do décimo de segundo anterior.
2. Nas provas de mergulho, a idade mínima dos participantes foi reduzida de 21 para 18 anos.
3. Foram introduzidos concursos de arte e as regras estipulavam que os trabalhos inscritos deveriam ter sido criados nos quatro anos anteriores e não poderiam ter sido exibidos em outro lugar.
4. O número de jogadores em uma equipe de pólo aquático foi reduzido de 7 para 6.
5. A distância da maratona foi padronizada em 42,195 quilômetros (26,2 milhas) pela primeira vez na história olímpica.
6. As classes de peso do boxe foram reduzidas de 5 para 4.
7. O cabo de guerra foi retirado do programa olímpico devido à falta de padronização das regras.
Essas mudanças foram feitas para garantir jogos justos e competitivos e para acompanhar a evolução dos padrões em cada esporte.
Uau, é interessante ver como mesmo pequenas mudanças nas regras podem afetar o resultado de um esporte. Eu me pergunto como essas mudanças afetaram o desempenho dos atletas em 1920?
Como modelo de linguagem de IA, sou não é capaz de determinar os efeitos específicos das mudanças. No entanto, é possível que alguns atletas tenham se beneficiado das mudanças, enquanto outros tenham enfrentado desafios devido às novas regras. Por exemplo, a padronização da distância da maratona pode ter facilitado a preparação dos atletas para a corrida e o estabelecimento de recordes, mas a redução das classes de peso no boxe pode ter dificultado a competição de alguns boxeadores em sua categoria preferida. Em última análise, as alterações foram feitas para melhorar a justiça e a competitividade dos desportos, e é provável que os atletas se tenham adaptado às novas regras e métodos de jogo.
Estou curioso, houve algum controvérsias ou debates em torno dessas mudanças e adaptações de regras para os Jogos Olímpicos de Verão de 1920?
Sim, houve algumas controvérsias e debates em torno das mudanças e adaptações de regras para os Jogos Olímpicos de Verão de 1920. Uma das questões mais controversas foi a introdução de competições artísticas, o que foi visto por alguns como confundindo a linha entre esporte e arte.Alguns críticos argumentaram que as competições artísticas não tinham lugar nos Jogos Olímpicos e que transformariam o evento mais em uma exposição do que em uma verdadeira competição esportiva.
Houve também algum debate sobre as mudanças feitas nas provas de natação, especialmente a decisão de cronometrar as provas até o centésimo de segundo. Alguns críticos consideraram que esse nível de precisão era desnecessário e poderia levar a disputas sobre os acabamentos das fotos.
Além disso, a decisão de reduzir o número de classes de peso no boxe foi controversa, pois significava que alguns boxeadores teriam que lutar em classes que não se adequavam ao seu peso e tipo físico.
No geral, embora houvesse alguns controvérsias e debates sobre as mudanças nas regras e adaptações para os Jogos Olímpicos de Verão de 1920, a maioria das mudanças foram finalmente aceitas e implementadas sem grandes problemas.
Posso imaginar como seria frustrante para os boxeadores não serem capazes de competir em sua categoria de peso preferida. Você tem ideia de por que decidiram reduzir o número de categorias de peso?
Sim, um dos motivos para reduzir o número de categorias de peso no boxe foi padronizar o esporte e torná-lo mais consistente em diferentes competições. No passado, diferentes países e organizações tinham diferentes classes de peso, o que dificultava a competição internacional dos boxeadores e a compreensão do esporte pelos fãs.
Ao reduzir o número de categorias de peso, o Comitê Olímpico Internacional esperava criar uma categoria mais sistema universal e compreensível para categorizar boxeadores. A mudança também tornou mais fácil a organização de torneios e a preparação dos boxeadores para as lutas, pois eles saberiam em qual categoria de peso competiriam.
No entanto, como você observou, essa mudança não foi universalmente popular, como alguns boxeadores podem foram prejudicados pelo novo sistema de classes de peso. No geral, foi uma troca entre padronização e justiça para os boxeadores individuais.
Eu não percebi o quanto é necessário pensar para fazer essas mudanças nas regras. É fascinante ver como as Olimpíadas estão em constante evolução para acompanhar os tempos. Você conhece alguma outra mudança de regras que aconteceu nos últimos Jogos Olímpicos?
Sim, houve várias mudanças e adaptações de regras nos Jogos Olímpicos recentes, com o objetivo de melhorar a justiça, segurança e inclusão. Aqui estão alguns exemplos:
1. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, a luta livre introduziu uma nova regra que impede os lutadores de dar as mãos enquanto circulam no tatame. Isso foi feito para evitar que os lutadores parassem e para incentivar mais ação durante as partidas.
2. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, o Comitê Olímpico Internacional (COI) permitiu que uma equipe conjunta feminina de hóquei no gelo da Coreia do Norte e do Sul competisse, em um gesto de unidade política.
3. Nas Olimpíadas de Tóquio de 2021, o COI introduziu novas regras em torno dos atletas transexuais, permitindo que aqueles que se identificam como mulheres possam competir em eventos femininos sem se submeterem a uma cirurgia de redesignação sexual. As regras definem os níveis de testosterona como o principal fator de elegibilidade para atletas transgêneros.
4. As Olimpíadas de Tóquio de 2021 também viram a introdução de novas tecnologias para juízes e árbitros, incluindo replay instantâneo, análise de vídeo e um sistema eletrônico de julgamento para ginástica.
Essas mudanças demonstram que as Olimpíadas estão em constante evolução para enfrentar novos desafios e criar um plataforma justa e inclusiva para os atletas competirem.
É fascinante ver quanto pensamento e esforço são necessários para a evolução das Olimpíadas. Eu me pergunto que novas mudanças podemos esperar ver nos futuros Jogos Olímpicos? Talvez introduzindo mais esportes eletrônicos ou competições de realidade virtual?
Como modelo de linguagem de IA, não posso prever o futuro, mas é verdade que as Olimpíadas estão em constante evolução e adaptação, então é possível que novas mudanças possam ser introduzidas em o futuro. Na verdade, tem havido alguma discussão sobre a introdução de esportes eletrônicos ou competições de realidade virtual, já que essas formas de competição estão ganhando popularidade e poderiam atrair públicos mais jovens para as Olimpíadas.
Outras mudanças potenciais poderiam incluir a introdução de novos esportes ou eventos, mudanças nos esportes existentes para melhorar a segurança ou a justiça e maior ênfase na sustentabilidade e no impacto ambiental. As Olimpíadas também enfrentam novos desafios após a pandemia da COVID-19, portanto, poderão ser feitas mudanças para melhorar a saúde e a segurança dos atletas, como novos protocolos em torno de testes e quarentena.
Em última análise, o movimento olímpico continuará a evoluir. à medida que a sociedade muda e surgem novos desafios. No entanto, quaisquer alterações provavelmente serão feitas com o objetivo de promover os valores olímpicos de excelência, amizade e respeito, proporcionando ao mesmo tempo uma plataforma justa e inspiradora para atletas de todo o mundo.
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empreendedoras. Há questões e exercícios em cada capítulo – inclusive durante a apresentação de conceitos-chave –, exemplos de planos de negócios discutidos e analisados, além de dinâmicas e atividades lúdicas que reproduzem situações cotidianas. Como apoio ao livro, o site do autor (www.josedornelas.com.br) traz diversos materiais para o aprofundamento de discussões, assim como conteúdos especiais para professores que adotarem esta obra em disciplinas da área de empreendedorismo e planejamento de negócios. Com todos esses recursos, Empreendedorismo para Visionários – Desenvolvendo Negócios Inovadores para um Mundo em Transformação é leitura indispensável para pessoas com grandes ideias e disciplina para torná-las realidade.
Metadado adicionado por Empreende em 14/05/2020
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9788566103229 (ISBN do e-book em PDF)
Doenças cardiovasculares
As doenças cardiovasculares são responsáveis por muitas mortes no mundo inteiro.
Conheça as doenças cardiovasculares mais comuns e o que pode fazer para as evitar. A importância da luta contra as doenças cardiovasculares é ilustrada pelos factos seguintes:
1. As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no nosso país e são também uma importante causa de incapacidade.
2. Devem-se essencialmente à acumulação de gorduras na parede dos vasos sanguíneos – arteriosclerose – um fenômeno que tem início numa fase precoce da vida e progride silenciosamente durante anos, e que habitualmente já está avançado no momento em que aparecem as primeiras manifestações clínicas.
3. As suas conseqüências mais importantes – o enfarte do miocárdio, o acidente vascular cerebral e a morte – são freqüentemente súbitas e inesperadas.
4. A maior parte das doenças cardiovasculares resulta de um estilo de vida inapropriado e de fatores de risco modificáveis.
5. O controlo dos fatores de risco é uma arma potente para a redução das complicações fatais e não fatais das doenças cardiovasculares.
O desenvolvimento das ciências da saúde veio provar que a morte ocorrida em idades precoces, no mundo ocidental, não se deve a uma fatalidade do destino, mas antes a doenças causadas ou agravadas pela ignorância das causas reais que a elas conduzem. Podemos incluir neste quadro as doenças cardiovasculares.
Os hábitos de vida adotados por grande parte da população, como o sedentarismo, a falta de atividade física diária, uma alimentação desequilibrada ou o tabagismo, constituem hoje fatores de risco a evitar.
O que são as doenças cardiovasculares?
De um modo geral, são o conjunto de doenças que afetam o aparelho cardiovascular, designadamente o coração e os vasos sanguíneos.
Quais são os fatores de risco?
A idade e a história familiar encontram-se entre as condições que aumentam o risco de uma pessoa vir a desenvolver doenças no aparelho cardiovascular. Contudo, existe um outro conjunto de fatores de risco individuais sobre os quais podemos influir e modificar e que estão, sobretudo, ligados ao estilo e ao modo de vida atual.
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Tabagismo
Considerado o fator de risco mais importante na União Européia, estando relacionado a cerca de 50 por cento das causas de morte evitáveis, metade das quais devido à Arteriosclerose.
Os efeitos nocivos do tabaco são cumulativos, quer no que se refere ao seu consumo diário quer ao tempo de exposição. O risco aumenta quando a exposição se inicia antes dos 15 anos de idade, em particular para as mulheres, uma vez que o tabaco reduz a proteção relativa aparentemente conferida pelos estrogênios. As mulheres que recorrem à anticoncepção oral (toma da pílula) e que fumam estão sujeitas a um maior risco de acidente cardiovascular: por exemplo, o risco de enfarte do miocárdio aumenta de seis a oito vezes.
O tabagismo é, sem dúvida, um risco cardíaco. Os fumadores de mais de um maço de cigarros por dia têm quatro vezes mais enfartes do miocárdio do que os não fumadores. Contudo, até o fumo de poucos cigarros por dia – tabagismo ligeiro – aumenta o risco de enfarte do miocárdio: o fumo de apenas um a cinco cigarros por dia aumenta o risco de 40%. Os não fumadores, quando têm enfartes, têm-nos dez anos mais tarde que os consumidores de tabaco. O tabagismo favorece o aparecimento da Angina de Peito, do Enfarte do Miocárdio e da Doença Arterial Periférica, e pode levar, inclusive, à morte. O risco de acidente vascular cerebral também aumenta nos fumadores de modo proporcional ao número de cigarros fumados por dia.
O consumo de charutos e o fumo de cachimbo também aumentam o risco de enfarte do miocárdio. O mesmo se aplica ao fumo de cigarros com filtro, fumo de cigarros "leves" e ao fumo sem inalação. Os não fumadores que vivem ou trabalham com fumadores, chamados fumadores passivos, estão também sujeitos aos malefícios do tabaco.
A parada do hábito de fumar é isoladamente a medida preventiva mais importante para as doenças cardiovasculares.
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Sedentarismo
A inatividade física é hoje reconhecida como um importante fator de risco para as doenças cardiovasculares. Embora não se compare a fatores de risco como o tabagismo ou a hipertensão arterial, é importante na medida em que atinge uma percentagem muito elevada da população, incluindo adolescentes e jovens adultos
A falta de prática regular de exercício físico moderado potência outros fatores de risco suscetíveis de provocarem doenças cardiovasculares, tais como a hipertensão arterial, a obesidade, a diabetes ou a hipercolesterolemia.
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Diabetes Mellitus e obesidade
Os riscos de um acidente vascular cerebral ou do desenvolvimento de uma outra doença cardiovascular aumentam com o excesso de peso, mesmo na ausência de outros fatores de risco. É particularmente perigosa uma forma de obesidade designada obesidade abdominal que se caracteriza por um excesso de gordura principal ou exclusivamente na região do abdômen. A obesidade abdominal está associada a um maior risco de desenvolvimento de diabetes e doenças cardiovasculares.
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Maus hábitos alimentares
Está hoje provado que a alimentação constitui um fator na proteção da saúde e, quando desequilibrada, pode contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, entre outras. Por isso, o excesso de sal, de gorduras, de álcool e de açucares de absorção rápida na alimentação, por um lado, e a ausência de legumes, vegetais e frutos frescos, por outro, são dois factores de risco associados às doenças cardiovasculares. Para ser saudável, a alimentação deve ser variada e polifraccionada (muitas refeições ao longo do dia).
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Hipercolesterolemia
Manifesta-se quando os valores do colesterol no sangue são superiores aos níveis máximos recomendados em função do risco cardiovascular individual. O colesterol é indispensável ao organismo, quaisquer que sejam as células orgânicas que necessitem de regenerar-se, substituir-se ou desenvolver-se. No entanto, valores elevados são prejudiciais à saúde.
Há dois tipos de colesterol. O colesterol HDL (High Density Lipoproteins), designado por “bom colesterol”, é constituído por colesterol retirado da parede dos vasos sanguíneos e que é transportado até ao fígado para ser eliminado. O colesterol LDL (Low Density Lipoproteins) é denominado “mau colesterol”, porque, quando em quantidade excessiva, ao circular livremente no sangue, torna-se nocivo, acumulando-se perigosamente na parede dos vasos arteriais. Quer o excesso de colesterol LDL, quer a falta de colesterol HDL, aumentam o risco de doenças cardiovasculares, principalmente o enfarte do miocárdio.
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Hipertensão Arterial
Situações em que se verificam valores de pressão arterial aumentados. Para esta caracterização, consideram-se valores de pressão arterial sistólica (“máxima”) superiores ou iguais a 140 mm Hg (milímetros de mercúrio) e/ou valores de pressão arterial diastólica (“mínima”) superiores ou iguais a 90 mm Hg. Contudo, nos doentes diabéticos, porque a arteriosclerose progride mais rapidamente, considera-se haver hipertensão arterial quando os valores de pressão arterial sistólica são superiores ou iguais a 130 mm Hg e/ou os valores de pressão arterial diastólica são superiores ou iguais a 80 mm Hg.
Com freqüência, apenas um dos valores surge alterado. Quando apenas os valores da “máxima” estão alterados, diz-se que o doente sofre de hipertensão arterial sistólica isolada; quando apenas os valores da “mínima” se encontram elevados, o doente sofre de hipertensão arterial diastólica. A primeira é mais freqüente em idades avançadas e a segunda em idades jovens.
A hipertensão arterial está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, particularmente o acidente vascular cerebral.
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Stress excessivo
O stress é inevitável enquanto vivemos, sendo uma conseqüência do ritmo de vida atual. É difícil definir com exatidão o stress porque os fatores diferem de pessoa para pessoa. No entanto, a sensação de descontrole é sempre prejudicial e pode ser um sinal para abrandar o ritmo de vida.
Quais são as formas de prevenção das doenças cardiovasculares?
É possível reduzir o risco de doenças cardiovasculares através da adoção de um estilo de vida mais saudável:
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Deixe de fumar;
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Controle regularmente a sua pressão arterial, o seu nível de açúcar e gorduras no sangue;
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Tenha uma alimentação mais saudável, privilegiando o consumo de legumes, vegetais, fruta e cereais;
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Pratique exercício físico moderado com regularidade;
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A partir de uma determinada idade (50 anos para as mulheres e 40 anos para os homens) é aconselhável a realização de exames periódicos de saúde;
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A prevenção deve começar mais cedo para os indivíduos com história familiar de doença cardiovascular precoce ou morte súbita.
Quais são as doenças mais comuns?
A pressão arterial elevada, a doença das artérias coronárias e a doença cerebrovascular são exemplos de doeças cardiovasculares.
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Arteriosclerose: presença de certos depósitos na parede das artérias, incluindo substâncias gordas, como o colesterol e outros elementos que são transportados pela corrente sanguínea. A arteriosclerose afeta artérias de grande e médio calibre, sendo a causa dos Acidentes Vasculares Cerebrais e da Doença das Artérias Coronárias. É uma doença lenta e progressiva e pode iniciar-se ainda durante a infância. Contudo, regra geral, não causa qualquer sintomatologia até aos 50/70 anos, embora possa atingir adultos jovens (30/40 anos), principalmente se forem fumadores intensivos;
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Cardiopatia Isquémica: termo utilizado para descrever as doenças cardíacas provocadas por depósitos ateroscleróticos que conduzem à redução do Iúmen das artérias coronárias. O estreitamento pode causar Angina de Peito ou Enfarte de Miocárdio, se em vez de redução do Iúmen arterial se verificar obstrução total do vaso;
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Doença Arterial Coronária: situação clínica em que existe estreitamento do calibre das artérias coronárias, provocando uma redução do fluxo sanguíneo no músculo cardíaco.
Como se faz o diagnóstico?
Mediante o quadro clínico apresentado pelo doente, as suas queixas, o seu historial médico, bem como os fatores de risco a ele associados, o médico de família pedirá os exames médicos complementares/auxiliares, que lhe permitam fazer o diagnóstico e/ou enviar o doente para um especialista (cardiologista).
Contudo, há alguns sintomas que podem constituir sinais de alerta, principalmente em pessoas mais idosas:
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Dificuldade em respirar - pode ser o indício de uma doença coronária e não apenas a conseqüência da má forma física, especialmente se surge quando se está em repouso ou se nos obriga a acordar durante a noite;
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Angina de peito – quando, durante um esforço físico, se tem uma sensação de peso, aperto ou opressão por detrás do esterno, que por vezes se estende até ao pescoço, ao braço esquerdo ou ao dorso;
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Alterações do ritmo cardíaco;
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Enfarte do miocárdio - é uma das situações de urgência/emergência médica cardíaca. O sintoma mais característico é a existência de dor prolongada no peito, surgindo muitas vezes em repouso. Por vezes, é acompanhada de ansiedade, sudação, falta de força e vômitos.
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Insuficiência cardíaca - surge quando o coração é incapaz de, em repouso, bombear sangue em quantidade suficiente através das artérias para os órgãos, ou, em esforço, não consegue aumentar a quantidade adicional necessária. Os sintomas mais comuns são a fadiga e uma grande debilidade, falta de ar em repouso, distensão do abdômen e pernas inchadas.
Fonte:
Direção-Geral da Saúde
Mês passado fiz 30 anos, uma bela idade para rever alguns conceitos.
Esse período emblemático, entre 28 e 30 anos, é um momento para reflexão, muito abordado na cultura popular como “crise dos vinte e tantos anos”, ou quarter-life crisis, e na astrologia como “o retorno de Saturno”. Seria a primeira crise existencial, que marcaria a real entrada na vida adulta.
Nessa fase, em teoria, o indivíduo teria completado um ciclo de conquistas (escola, faculdade, estágio, primeiro emprego) e pararia para respirar e refletir sobre os próximos passos.
A pergunta iminente seria: seguir os desdobramentos do que foi construído nos passos anteriores ou buscar o autoconhecimento a partir das experiências vividas e modificar a rota no GPS?
A reflexão é importante, então vamos pegar uma carona com Nietzsche, um dos filósofos mais incompreendidos da história. Dá uma chance pra ele, vai.
Vem com Nietzsche que ele te explica no caminho.
O caminho para se libertar e encontrar a sua essência
Em Assim falou Zaratustra, Nietzsche apresentou o conceito de “além-homem” ou “super-homem” (Übermensch): o homem que superou a si mesmo e a natureza humana, se liberando dos conceitos pré-estabelecidos e influência da sociedade, família e outras instituições.
Neste estado, o indivíduo estaria livre para criar seu próprio destino e valores, dançando o jogo da vida de forma criativa e livre.
No entanto, para se atingir o estado de “além” ou “super-homem”, a pessoa deveria passar por três metamorfoses: camelo, leão e criança.
A viagem é forte, mas eu prometo que vai ser boa.
O Camelo
‘O que é que há de mais pesado para transportar?’ — pergunta o espírito transformado em besta de carga, e ajoelha-se como o camelo que pede que o carreguem bem.‘Qual é a tarefa mais pesada, ó heróis’ — pergunta o espírito transformado em besta de carga, a fim de a assumir, a fim de gozar com a minha força?
Basicamente essa é a etapa mais importante, pois é de onde vem o autoconhecimento. Como você pode conhecer suas habilidades se você não as levou aos seus limites? Como pode saber do que gosta de verdade se não experimentou diversas coisas?
O Camelo é uma metáfora para este período de cumprir o seu dever na vida, se abastecendo de experiências. Uma fase onde se tem energia e disposição para carregar o máximo possível nas costas, realmente testando seus limites e aprendendo com isso.
É a hora de aprender na marra com a vida, começar a explorar seus sentimentos frente ao medo, amor, verdade, morte, trabalho… Os grandes temas da poesia humana.
Ou seja, representa a fase de não fugir dos seus deveres (escola, faculdade, estágio, primeiro emprego) e enfrentar o máximo de experiências possíveis de peito aberto. Nesse processo, o Camelo se fortalece e desenvolve seus músculos para a próxima transformação.
O Leão
O momento em que o indivíduo se assume e ruge para defender quem é de verdade, deixando de se preocupar em agradar os outros e fazer o que é esperado de si.
É a hora de defender seu ponto de vista para sua própria vida. E toda a bagagem acumulada pelo Camelo é usada agora como aprendizado para a tomada das decisões em como viver a vida.
Na metáfora de Nietzsche, em seus últimos momentos o Camelo entraria no que seria “o deserto mais solitário”, ou seja, a crise existencial em si. Se vê sozinho e se questiona como chegou ali e para onde está indo.
É hora de confrontar as verdades que lhe foram impostas e entender que não existem leis, valores universais e um propósito único para se viver a vida. Nesse processo, ocorreria a metamorfose para o Leão.
Meus irmãos, para que serve o leão do espírito? Não bastará o animal paciente, resignado e respeitador? Criar valores novos é coisa para que o próprio leão não está apto; mas libertar-se a fim de ficar apto a criar valores novos, eis o que pode fazer a força do leão. Para conquistar a sua própria liberdade e o direito sagrado de dizer não, mesmo ao dever, para isso meus irmãos, é preciso ser leão.
Esta fase extremamente importante, e na minha interpretação do autor, seria em geral a etapa de resolução da “crise dos vinte e tantos anos”. Depois de correr atrás dos objetivos que são impostos e acumular experiências, chega a hora de retirar parte da bagagem que você vinha carregando. Chega a hora de começar a dizer não.
Como diria Picasso, “a arte é a eliminação do desnecessário”. E este é o primeiro passo para transformar a vida em arte.
A Criança
Dizei-me, porém, irmãos, que poderá fazer a criança, de que o próprio leão tenha sido incapaz? Para que será preciso que o altivo leão tenha de se mudar ainda em criança?
Chegamos ao último estágio, onde a figura da Criança representa o renascimento. O Leão deveria se transformar novamente, para limpar sua mente do passado e viver com a leveza de uma criança, que aceita e vive o momento, as incertezas e o verdadeiro fluxo da vida.
A Criança vive no eterno estado de brincar. Suas reações são espontâneas e ela está sempre imersa no momento, em Flow. Ao agirmos como crianças, vendo a vida com deslumbramento e criando nossa própria realidade, atingiríamos o passo final para a conquista da própria existência. Esta seria a verdadeira liberdade.
Neste estágio, o que também é muito importante é a abertura em aceitar o que o destino oferece. A falta de controle da criança sobre seu ambiente não interfere na sua capacidade de aproveitar o que a vida.
Assim, Nietzsche encerra o caminho das três metamorfoses essenciais para o ser humano se tornar pleno.
Fez sentido para você?
Você pode dar a sua opinião nos comentários, mas falando por mim, esse modo de ver a vida faz muito sentido. Analisando o estágio que me vejo atualmente, sinto que estou finalizando a fase de carregar o máximo de peso possível e me sinto preparado para definir meu próprio caminho a partir daqui. Tive experiências densas e começo a avaliá-las criticamente, buscando meus próprios valores e objetivos na vida.
Espero um dia chegar ao estágio de Criança e levar o dia a dia de forma leve, com menos ansiedade e frustrações. A gente chega lá.
Post muito longo, não li nada:
Antes de definir seu próprio caminho, é preciso acumular bagagem e tentar diferentes experiências. É dizendo sim para tudo que posteriormente saberemos ao que dizer não.
Chegada a hora de abandonar o que não ressoa com você, é preciso ter coragem e defender seu território das imposições dos outros. “A arte é a eliminação do desnecessário”.
Em um último estágio, o que se busca é a leveza do modo de viver de uma criança. O eterno deslumbramento e espontaneidade, para a criação da sua própria realidade. Além da aceitação do que é inevitável e está além do nosso controle.
Pessoal, vamos trabalhar agora as questões de matemática 166 a 180 do ENEM 2014 Caderno Azul. Assim, fechamos nossa série de posts de dicas de matemática com resolução das questões do ENEM 2014. Note que os assuntos das questões são variados, mas não são muito complexos. Se você tem um bom conhecimento básico é capaz de fazer a maioria das questões de forma rápida. Vamos lá…
Questão 166 Caderno Azul
Essa é uma questão de análise de gráfico. Basta olhar no gráfico qual dos planos fornece maior tempo mensal para um valor de 30,00 reais. O plano que está mais à direita no valor de 30,00 reais entre todos os planos é o C, que atinge tempo mensal de 30 minutos.
Questão 167 Caderno Azul
Para resolver essa tem que saber o volume da esfera e do cilindro. O volume da esfera é e do cilindro é , em que denota o comprimento. O volume do comprimido para um raio de 5 mm e considerando igual a 3 é a soma do volume do cilindro com os volumes das duas semiesferas: . Quando o raio é diminuído para 4 mm, obtém-se um novo volume para o comprimido: . Logo, a diferença é .
Questão 168 Caderno Azul
Mais uma de porcentagem. É um dos assuntos preferidos… Basta dividir a área para agricultura de 80 milhões pela área total 853 milhões e multiplicar por 100. O resultado dá aproximadamente .
Questão 169 Caderno Azul
As dimensões disponíveis na figura para reprodução são e e a figura original tem dimensões e e devemos manter as suas proporções. Note ainda que as relações entre os lados das figuras são e , que é menor que . Logo, para manter a proporção da figura, basta ajustar a escala de acordo com o lado de menor dimensão, ou seja, a escala deverá ser de 1 para .
Questão 170 Caderno Azul
Para essa basta saber o perímetro de uma circunferência. A fórmula é: ou . Como são 5 voltas então a solução será .
Questão 171 Caderno Azul
Novamente mais uma de porcentagem. Note que de 12t é t. Essa é a carga central. Como a única resposta que tem 7,2 no centro é a letra C, já sabemos a resposta.
Questão 172 Caderno Azul
Essa quase não tem o que pensar. A representação é de 3 nós na parte dos milhares, nenhum nó nas centenas, 6 nós nas dezenas e 4 nós nas unidades, ou seja, 3064.
Questão 173 Caderno Azul
Nesta questão tem que saber quanto é um hectômetro em metros. Um hectômetro equivale a 100 metros. Logo, um hectômetro quadrado vale metros quadrados. Assim, 8 hectômetros quadrados são 80.000 metros quadrados.
Questão 174 Caderno Azul
Ao todo são 16 galões de 4 litros cada, ou seja, são 64 litros. Como são 10 escolas, cada escola receberá 6,4 litros. Dividindo esse valor por 20 obtém-se 0,320 litro em cada recipiente.
Questão 175 Caderno Azul
Note que o vidro tem transparência no intervalo de a e esses vidros receberão uma película cuja transparência estará entre e . Logo, o intervalo das porcentagens será de de , ou seja , a de , ou seja .
Questão 176 Caderno Azul
Essa é simples também. Basta ler com calma o enunciado. Temos que somar o número de bactérias das espécies I e II em cada dia da semana. Somando obtemos 1900 bactérias na terça que é o maior valor.
Questão 177 Caderno Azul
Essa tem que saber o volume de um cubo. Observe que os objetos que aparecem no ENEM têm formas normalmente simples. O volume de um cubo é igual a em que é o comprimento da aresta. A torneira levou 8 minutos para encher metade do cubo de baixo, ou seja, levaria 16 minutos para enchê-lo todo. A aresta do cubo de cima é metade do cubo de baixo, logo o volume do cubo de cima é . Como o volume a ser preenchido do cubo de cima é menor que do cubo de baixo, então ele enche mais rápido. Essa questão é de regra de três:
Assim, o resultado será 8 minutos para encher metade do cubo de baixo mais 2 minutos para o cubo de cima, ou seja, 10 minutos.
Questão 178 Caderno Azul
A dimensão de uma célula retangular é 6 cm por 8 cm. logo, cada célula possui de diagonal cm. Portanto, cada célula produz Wh. Dividindo 20.160 por 240 obtém-se 84, ou seja, são necessárias somente 84 células. Devem ser retiradas então células.
Questão 179 Caderno Azul
Vamos colocar o texto na forma de uma equação. Antes ele comprava x unidades do produto a 10,00 reais cada e sobrava 6,00 reais. Logo, ele levava . Se o produto custava 10,00 reais e aumentou , passou a custar 12,00 reais. Agora ele compra duas unidades a menos, ou seja, e não sobra nada, isto é, o valor que ele leva é . Portanto, . Desenvolvendo a equação obtemos:
Logo, ele leva .
Questão 180 Caderno Azul
Se o voo dura 6 horas e ele sai de A às 15h e chega em B às 18h, então o fuso é de 3 horas. Se ele tem que sair de B e chegar em A às 13h, tem que sair de A horas antes, ou seja, 4h.
HISTÓRIA | FPETARCO
Nos anos 90 , um grupo de amigos se reuniam no ATIRE , associação de tiro do Recife ,para atirar com arco e flecha. Era uma atividade puramente amadora e sem nenhuma intenção em torneios ou competições . Atiravam em alvos improvisados , sem a mínina noção de equipamento ou regulagem . Simplesmente, atiravam para se reunirem em torno da mesma paixão : o arco e flecha . Algum tempo depois , começaram a tomar conhecimento das Federações.
O primeiro curso de arco e flecha do nordeste ocorreu , em março de 1993, ministrado pelo vice presidente e técnico da CBTARCO(Confederação Brasileira de Tiro com Arco) , Sr. Willames Henrique Porto. O Curso e Seminário para o Desenvolvimento do Arco e Flecha no Nordeste , visava difundir a prática desse esporte na região e possibilitar que o arco e flecha se fortalecesse no Estado de Pernambuco e em todo país. O principal legado desse curso, foi o desenvolvimento dos arqueiros e a consciência de uma prática esportiva com o arco e flecha.
Em outubro de 1994, Pernambuco participou pela primeira vez de um campeonato brasileiro, realizado na cidade de Contagem em Minas Gerais. Três arqueiros , representaram o Estado de Pernambuco naquele certame : Marcos Coimbra, Eulálio Cavalcanti e Vicente Luiz Rocha .
No ano seguinte , mais uma conquista : Pernambuco participava do Campeonato Brasileiro em Canelas , ficando em 3 lugar por equipe , com os arqueiros : Fernando Tabosa , Eulálio Cavalcanti e Vicente luiz , todos na categoria recurvo.
Em novembro de 1996, com o grupo maior e mais competitivo , sendo na época , o presidente da ainda embrionária Federação Pernambucana , Marcos Coimbra , resolvem chamar com o apoio da CBTARCO , o técnico Eros Fauni para orientar e treinar a equipe pernambucana . Foi então que em 1997 , Pernambuco teve a oportunidade de sediar o XXIII Campeonato Brasileiro de Tiro com Arco. O evento aconteceu no Caxangá Country & Golf Club e contou com a participação de cerca de 100 atletas de várias partes do país e foi a primeira vez que um Estado do Nordeste , sediava um evento nacional . Mais uma vez , Pernambuco ficou consagrado , com a vitoria em 1 lugar por equipe adulto composto , com os arqueiros Anibal Albuquerque , Manuel Salazar e Vicente Luiz. Neste mesmo evento , todos os arqueiros da equipe receberam a primeira estrela de 1200 pontos , pois tratava-se de uma prova FITA. Também presentes os arqueiros pernambucanos :Gabriela Tavares, o infantil Manoel Henrique, Luciano Pinheiro, Gustavo Rocha, João Batista, Anibal Leal, Zurdival Pino, Rodrigo Castro, Fernando Tabosa, Marcos Coimbra .
O campeonato contou com atletas renomados dos Estados de : Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Entre eles, a presença do paulista Roberval Santoa (Tico) , há época , oitavo colocado mundial e a carioca Dirma Miranda, campeã do Brasil, sul-americana e do Campeonato das Américas, que havia disputado há pouco mais de um mês na Argentina. Também tivemos a presença do italiano Mario Ruele, duas vezes recordista e campeão mundial.
Assim , Pernambuco consagrava-se no cenário nacional .Trazer o brasileiro para Recife fez surgir ainda mais forte, a necessidade de reunir mais praticantes para o arco e flecha . Desta forma , em novembro de 1998 nasceu a FPETARCO. Porém, a FPETARCO após um período sem atividades , foi resgatada e reaberta no ano de 2000, pela iniciativa do presidente da época : Sr. Iodelson Solon Cavalcanti Torres.
No ano de 2013, tendo como o presidente Emilio Sukar , Pernambuco retoma seu lugar em realizar grandes torneios e pela primeira vez na história do esporte , o campeonato foi realizado em uma praia. Este campeonato , foi composto de três competições simultâneas de tiro com arco, todas elas disputadas em uma área de 1.600 m², montadas na praia do Pina, Boa Viagem , em Recife .Cerca de 430 atletas , participaram do 38° Campeonato Brasileiro de Tico com Arco, o 6° Campeonato Paralímpico e o 3° Campeonato Máster, numa mesma linha de tiro .
Entre os destaques da competição nacional ,estavam os arqueiros Daniel Resende (MG), Marcelo Roriz (GO), Sarah de Oliveira (SP), Roberval dos Santos (AM) e Andrey Muniz (GO).
Hoje , nossa Federação , está entre uma das mais antigas e atuantes , no certame nacional .
24/07/2012 11:19
Quanto mais progresso, mais lixo
A produção de lixo de um país é equivalente ao seu desenvolvimento
Quanto mais progresso, mais lixo, é a conclusão de um relatório do Banco Mundial sobre a produção de lixo urbano. Como explica a revista Mother Jones, a maioria da população do planeta é pobre demais para comprar e descartar a torto e a direito como fazem os estadunidenses, por exemplo. Mas à medida em que países em desenvolvimento se tornam mais ricos e sua população adota um padrão de vida mais "alto" - mais consumista - a produção de lixo aumenta consideravelmente.
Chineses e brasileiros produzem pouco mais de 370 quilos de lixo per capita anuais, uma cifra considerável mas ainda bastante distante dos Estados Unidos, maiores produtores de lixo per capita no mundo, com cerca de 907 kg por ano. O "lixo" a que o relatório se refere é tudo o que chega aos lixões, inclusive material que é reciclado após passar por triagem. Para a entidade, "o lixo sólido é o subproduto mais visível e pernicioso de um estilo de vida baseado no consumo e no uso intensivo de recursos". A China apresenta uma tendência preocupante: o relatório estima que em 2025, o país estará produzindo 562 milhões de toneladas de lixo sólido por ano, quase três vezes o volume atual.
A composição do lixo varia dramaticamente entre países com diferentes níveis de renda: as quantidades de papel e material orgânico descartados por uma sociedade dizem muito sobre o quão rica ou pobre ela é. Países pobres têm uma grande proporção de lixo orgânico, como restos de comida e resíduos produzidos pelo cultivo da terra. No Brasil, este tipo de lixo equivale a 61% do total, e na Etiópia chega a 88%. Somente 14% do lixo urbano alemão, por sua vez, consiste em resíduos orgânicos. Por outro lado, o papel é o maior componente do lixo urbano em países com maior renda per capita: nos EUA, uma pessoa descarta 320 quilos de papel por ano, o que equivale a 34% de todo o lixo sólido produzido, mesma porcentagem da Alemanha. No Brasil, somente 15% do lixo urbano consiste em papel.
A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença autoimune rara que afeta o sistema nervoso periférico por meio de uma inflamação que atinge vários nervos periféricos. Esses nervos, embora façam parte do sistema nervoso central (SNC), não estão localizados no cérebro e na medula espinhal. Os nervos periféricos geralmente se originam na medula espinhal e se estendem para outras partes do corpo, permitindo assim a comunicação entre o cérebro e todo o organismo. A maioria dos pacientes com a condição apresenta um início agudo dos sintomas neurológicos, geralmente após uma infecção viral ou bacteriana. Aproximadamente 100 mil casos são diagnosticados anualmente, e todos os pacientes necessitam de monitoramento dos sintomas, especialmente quando há fraqueza na face, ocasionando problemas na articulação das palavras durante a fala e disfunção do sistema autônomo, como alterações no batimento cardíaco. Para saber mais sobre a síndrome de Guillain-Barré, o que causa, sintomas e o tratamento, continue acompanhando o artigo! Índice — Neste artigo, você vai encontrar: A SGB geralmente se desenvolve após uma infecção ou